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terça-feira, 26 de julho de 2016

Croquete de vina

Croquete de salsicha tipo vina.

Bateu aquela vontade de salgadinhos de festa e nós fomos testar como fazer o croquete de vina. Confira a nossa receita.


Ingredientes:
800 ml água
875 ml farinha de trigo
3 colheres de sopa de óleo
1 colher de sopa de sal
Salsinha
1 dente de alho
Salsicha (tipo vina de cachorro quente)
Farinha de rosca

Modo de preparo:
Em uma panela grande adicione a água, salsinha, alho, sal, o óleo e leve ao fogo. Deixe ferver por alguns minutos para cozinhar o alho. Na água você pode adicionar os temperos que desejar.
Depois de fervido um pouco os temperos na água é hora de adicionar a farinha de trigo, adicione toda de uma vez, e mexer bem. Se tiver alguém para te ajudar a segurar a panela ficará mais fácil..
A massa ficará cozida em pouco tempo, para saber o ponto da massa é só pegar um pedaço na mão e tentar fazer uma bolinha. Se a massa não grudar o ponto está certo e já pode apagar o fogo.
Deixe a massa esfriar um pouco.

Cozinhe as vinas por alguns minutos ou até incharem.
Corte as vinas ao meio.

Montando o croquete:
Quando a massa estiver mais fria, abra um pouco da massa na palma da mão. Coloque um pedaço de vina sobre a massa e enrole, modelando um croquete.

Dica: você pode molhar com água a mão para facilitar a modelagem do croquete.

Empanando os croquetes de vina:

Empanar os croquetes é super fácil, basta ter uma vasilha com água e outra vasilha com a farinha de rosca.
Passe rapidamente os croquetes pela água e em seguida role eles pela farinha de rosca e estarão prontos para fritar.

A parte "difícil"  está quase no fim.
Agora é só fritar e comer que é fácil fácil (rsrsrs).




Variação com bananas: ao invés da salsicha pode-se fazer o croquete de banana,  no final após estar frito é só passar pelo açúcar e canela como se fosse um churros. Fica uma delícia.


Bom apetite. 
Autores: Va e Luiz.

domingo, 24 de abril de 2016

Pão caseiro fofinho com esponja sem ovos e sem leite

Pão caseiro fofinho com esponja sem ovos e sem leite.

Após alguns testes acertamos uma receita para o pão fofinho e sem cheiro de fermento.


Confira nossa receita:


Ingredientes para a esponja:
1 colher de sobremesa rasa de fermento biológico seco para pães;
3 colheres de sobremesa de açúcar;
250ml de farinha de trigo e
250ml de água morna (aproximadamente 50ºC ou temperatura que consiga colocar o dedo sem queimar).

Como fazer a esponja:
Numa vasilha misture bem a farinha, o açúcar, o fermento e a água morna. 
Cubra a vasilha com filme plástico e com uma toalha ou um cobertor para que se mantenha a mistura levemente aquecida.
Deixe descansar dentro de um forno ou armário até que forme uma massa esponjosa (leva cerca de 1h).


Depois que a esponja estiver pronta, vide foto acima, é hora de misturá-la aos demais ingredientes da massa do pão. 

Ingredientes para a massa do pão:
1600ml de farinha de trigo;
2 colheres de sopa de margarina com sal, derretida;
2 colheres de sopa de óleo vegetal;
100ml de açúcar;
1 colher de chá de sal;
300ml água morna e
Esponja de fermento feita previamente.

Como fazer a massa do pão:
Junte todos os ingredientes da massa do pão em uma vasilha grande e sove bem. A massa deve ficar macia e não colando nas mãos. Se necessário ajuste com um pouco de trigo ou um pouco de água.


Dica: Também pode ser adicionada à massa outros ingredientes como: linhaça, aveia, castanhas, frutas cristalizadas ou outros em quantidade moderada.

1º Etapa de crescimento do pão:
Cubra a vasilha com um cobertor ou toalha e guarde no forno ou armário até que a massa dobre de tamanho. (costuma demorar 2h.)


2º Etapa de crescimento do pão:
Após o 1º crescimento devemos sovar a massa, retirando o gás de fermentação. Isso irá fazer com que a fermentação se distribua bem por toda a massa nos dando um pão fofinho e sem gosto de fermento.

Após sovarmos a massa, nesta etapa, podemos dar forma ao pão e colocarmos na forma untada com óleo. Esta forma será a definitiva que depois irá ao forno para assar o pão.
Deixamos o nosso pão na forma de bolo número 4.


Em seguida levamos a forma com o pão ao armário ou ao forno para que tenha o último crescimento, recomendo não cobrir para que o pão não grude no pano. Deve-se deixar o pão crescer até que atinja pelo menos o dobro da altura. Esse último crescimento demora em torno de 2h.
Como o crescimento varia muito com a temperatura ambiente pode ser necessário aquecer o forno por uns 5 min e após desligar colocar o pão para que cresça num ambiente morno.

Assando o pão: 
Após as duas horas da etapa anterior, com o pão já no forno, acenda o fogo no baixo. Isso fará com que haja um crescimento final. Deixe assar em fogo baixo por cerca de 40 minutos ou até que doure. Desligue o fogo e deixe descansar até que seja servido. 

Hora de comer!!
Depois de tanto trabalho a hora tão esperada chegou. Hora de comer o pão!!

Como armazenar:
Depois que o pão já estiver em temperatura ambiente guarde em sacos plásticos. Você pode guardar parte no freezer ou na geladeira e outra parte deixe em temperatura ambiente para comer.

Autores: Luiz e Va.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Coletor de água da chuva sem bombeamento de água.

Como fazer um coletor de água da chuva sem bombeamento de água.


Com as ameaças de falta de água e o preço das contas de água me interessei em projetos que pudessem reduzir o consumo de água e captar água de chuva. O ideal seria coletar água suficiente na qualidade suficientemente boa para dispensar o abastecimento de água coletivo, mas o que pude montar foi um pequeno teste que não requer bombeamento de água e que nos faz aproveitar algumas dezenas de litros de água da chuva e que poderia ser usado num telhado maior e talvez suficiente para a coleta ideal.

O aproveitamento de água da chuva vai depender de vários fatores como:

- Consumo de água médio mensal. (Quantos metros cúbicos de água gastamos por mês e gostaríamos de suprir com a água da chuva.)
- Área de telhado disponível para a coleta.
- Volume das caixas de água disponível para abastecimento com água da chuva.


Fotos: Eu, Luiz, e nosso sistema de coleta de água da chuva.

Aqui onde moramos temos um grande telhado, mas que fica abaixo do nível da caixa de água. Para aproveitar a água desse telhado teríamos que construir caixas grandes ou cisternas que demandariam o bombeamento de muitos e muitos litros de água para a caixa alta para servirem ao abastecimento.

Quanta água precisamos?

Eu e minha esposa passamos bastante tempo em casa e temos consumido em média 8m3 (oito metros cúbicos) de água por mês. Esse consumo baixo só é possível devido a medidas de reaproveitamento de água que utilizamos.
Antes das medidas consumíamos 10m3 por mês, então estes 10m3 representam o volume de água que nós precisamos por mês. Estou citando nossos números para dar uma noção aos leitores, mas cabe a cada um fazer suas medidas e adaptar a suas necessidades.

Medidas de reaproveitamento de água para redução de consumo mensal.


1 - Água do banho para a descarga do vaso sanitário:

Nós costumávamos gastar em média 10m3 de água por mês quando decidi fazer um teste de adquirir 3 baldes de 20L cada e passar a tomar banho sobre os baldes de água e usar a água reaproveitada do banho para as descargas do vaso sanitário. Além disso cuidei mais dos pequenos desperdícios de água ao lavar a louça etc.

2 - Água da máquina de lavar roupa reutilizada.

Passamos também a reaproveitar a água da máquina de lavar roupa. Notamos que a água que saia da máquina era aproximadamente 60L em cada rodada de roupas e que a água das roupas brancas ou coloridas poderia ser usada para lavar os panos de chão ou mesmo das brancas para as coloridas sem problemas. E após o ciclo de reuso ainda era possível coletar a sobra para a descarga do vaso sanitário.
Assim os 60L que antes gastávamos por máquina o que resultava em aproximadamente 180L a cada dia de lavar roupas foram reduzidos a pouco mais de 60L da primeira maquinada branca, que passava então para os baldes e abasteciam a maquinada de roupas coloridas, que voltavam aos baldes e voltavam para a máquina para os panos de chão, finalmente tornando aos baldes para a descarga do sanitário.
Com tanto movimento de baldes de 20L ficou necessário baldes adicionais de 6L para facilitar as descargas.

3 - Nunca lavar calçadas.

Essa medida já adotávamos de modo que permitia nosso consumo relativamente baixo. Nunca lavamos calçadas porque entendemos ser um desperdício de água potável, e como não temos animais em casa, basta varrer a seco. Claro que as pessoas que possuem animais que defecam e urinam na calçada precisam lava-las porque entendemos que antes da economia de água tem que estar a manutenção das condições sanitárias sustentáveis para uma vida sadia.

Qual foi a economia em volume de água?

Todo esse movimento de água em baldes dá trabalho e tem um cunho experimental. Não é tão prático.
Mas nesse nosso experimento havia reduzido nosso consumo mensal de 10m3 para 5m3 mensais!
Estimo que dos 10m3 que consumíamos de água 4m3 iam pela descarga abaixo no vaso sanitário e 1m3 foi resultado de outros pequenos esforços no sentido de economizar água.
Isso mostra que a adoção de vasos sanitários mais econômicos ajuda bastante na redução do consumo de água. Mas o que seria ainda melhor: se pudéssemos aproveitar de forma automática a água do banho e da máquina de lavar roupa para as descargas do vaso sanitário seria uma boa economia de água mensal. O problema é que soluções desse tipo envolvem caixas de água "suja" e bombeamento de água para caixas altas que então tornariam possível o aproveitamento e bombeamento de água significa consumo de energia elétrica, ou como penso em um dia montar, uma bomba d'água montada numa bicicleta ergométrica para bombear a água para as caixas altas.

Quanto economizamos com esse sistema?

A economia de água com esses sistema depende da área de telhado e da média de chuvas. Em nosso teste temos um telhado acima do nível das caixas altas de apenas 6m2. Conectamos a calha desse pequeno telhado a nosso cano de coleta e temos economizado apenas algumas dezenas de litros, talvez uma ou duas centenas de litros por mês o que não faz quase diferença no consumo mensal, mas mostra que o sistema torna possível um aproveitamento sem bombeamento, ou seja, sem gasto de energia! Quem tiver um telhado grande terá grandes economias na água.


Como montar o sistema de coleta de água sem bombeamento:

1 - A calha:

Primeiramente instale uma calha no seu telhado que desça em cano de PVC 100mm de diâmetro. O tamanho do cano deve ser proporcional a área do telhado. Em nosso caso um cano de 40mm bastaria, mas fiz com o de 100mm. Se o telhado for muito grande você precisará de mais de um cano para descida da calha. Assegure-se de que a descida da calha passará perto de suas caixas altas.


A calha será tampada na parte inferior com um registro de alta vazão.
Nós instalamos um L de ferro aparafusado na parede para sustentar o cano da calha. Instalamos também braçadeiras e arames para distribuir e sustentar o peso do cano com a água. Lembre-se de que este cano vai estar cheio de água e pesará 1kg por litro de água!

2 - O acumulador:



Note que nossa calha desce parte da altura ao chão com cano de 100mm e depois estreita para 50mm. Isso se deve ao volume do acumulador. O acumulador é o cano da calha que conterá a água que será descartada no seu coletor. Essa água descartada é muito importante para evitar que entre água suja em sua caixa d'água. A água do acumulador é a primeira água que lavará seu telhado e deve ser descartada pelo sistema. Após essa água passar e preencher o cano da calha é que a água chegará ao nível da caixa d'água e passará a ser aproveitada.


3 - Os 2 "T"s.


Na calha na parte alta instalamos 2 "T"s. O primeiro, mas abaixo desvia a água para a coleta na caixa, o segundo serve como ladrão evitando que o sistema colapse quando cheio.

O funcionamento básico:

O objetivo é que a água da chuva desça pela calha e pare no registro fechado enchendo o acumulador até chegar no nível do primeiro T e passar a entrar na caixa. Se a caixa lotar e a válvula interna fechar temos o 2o T que permite que a água saia pelo 2o "ladrão".
No intervalo entre chuvas a pessoa abre e fecha o registro baixo na base do acumulador para descartar a água do acumulador.

4 - O registro da base do acumulador.

Este registro serve para descartar a água do acumulador no intervalo entre chuvas. Uma alternativa seria um furinho num "cap", mas nós testamos e tende a entupir e a deixar água suja presa no sistema o que não é bom. Este registro de alta vazão custou uns R$ 40,00. é de 50mm e permite que a água suja saia como uma descarga levando as folhas e a matéria orgânica que desceu do telhado. O furinho no "cap" manteria as folhas e a terra dentro apodrecendo o que contaminaria o próximo ciclo de chuva e coleta.


5 - A válvula pistão interna:

Fizemos uma válvula tipo pistão que permite que a água saia por orifícios laterais de alta vazão enchendo a caixa, mas que feche quando o nível da água atingir o máximo e as boias empurrarem por empuxo o pistão para cima. Espero que de pra ver nas fotos. Parafusos laterais fixados nas boias e isopor selado com silicone e cola de cano são alguns detalhes. Cada um pode montar sua válvula, mas o problema é a vazão que a válvula deve permitir. Uma boia de caixa d'água faz a mesma função, mas não tem vazão suficiente de água e como a chuva cai em bastante volume em pouco tempo, não é possível usar uma boia comum de caixa d'água.



Para o cano do abastecimento entrar na caixa nós furamos com serra copo a parte lateral superior da caixa de modo a passar um cano de 50mm. Esse cano também dependerá do tamanho do telhado. Aqui em nosso telhadinho teste de 6m2 não pude observar vazão que justificasse esse cano de 50mm. Acredito que um caninho de 20mm seria suficiente, mas como montamos esse projeto para testar para telhados maiores fizemos grande assim.

Dimencionamento do projeto:

Vamos pensar. Um cano de 20mm de diâmetro tem uma área de A = pi . (D/2)^2 (Pi vezes metade do diâmetro ao quadrado).
E vazão é o volume de líquido por tempo.
Em nosso caso pude ver que o jatinho de água numa chuva média forte não ocupava área maior de a correspondente a um diâmetro de 10mm. Então a área que esta chuva forte ocupava de cano em nosso telhado de 6m2 era de A1 = 3,14 . (10/2)^2 ; A1 = 78,5 mm2
Cada 6m2 precisaria de 78,5mm2. Então são 78,5 / 6 para sabermos a área de cano por metro quadrado.
Aproximadamente 13,1 mm2 por m2 de telhado.

Já o diâmetro do cano necessário seria dado pela seguinte fórmula:
D = 2 * Raiz quadrada (Área do cano necessária/pi)
Assim podemos ter uma primeira ideia de dimencionamento do projeto.

Se tivéssemos um telhado de 60m2. Teríamos 10 vezes mais água coletada na mesma chuva, então a área necessária de cano seria de 10 * 78,5mm2 = 785mm2 e o diâmetro do cano seria:
D2 = 2 * Raiz quadrada (A2/pi) ;
D2 = 2 * Raiz quadrada (785/3,14); D2 = 31,62mm2

Um cano de 50mm de diâmetro seria suficiente para
A50 = pi . (D/2)^2
A50 = 3,14 . (50/2)^2 => A50 =  1962,5mm2
Cada 6m2 precisaria de 78,5mm2. Então são 78,5 / 6 para sabermos a área de cano por metro quadrado.
Aproximadamente 13,1 mm2 por m2 de telhado.
1962,5 / 13,1 = 149

Então o cano de 50mm de diâmetro seria suficiente 
para um telhado de aproximadamente aproximadamente 150 m2.

Como aproveitar a caixa d'água original de casa para a coleta de água?

Em nosso experimento aproveitamos a caixa d'água original para a coleta da água da chuva, de modo que a água coletada vai misturar com a água clorada da rede de abastecimento.
Mas como abrir espaço para o novo volume de água?
Para abrir espaço para o volume a ser coletado fizemos um cano em S para abaixar o nível da boia da caixa d'água alta original de modo que a caixa só enchia com a água da rede até o nível mais baixo e entre o nível da boia e o da válvula pistão fica espaço para encher com água da chuva.


O cano em S que rebaixa a boia serve para duas coisas. Uma é evitar fazer um novo furo na caixa d'água e outro é poder regular o novo nível com mais facilidade bastando alterar a posição da boia e do S.

Em nosso caso temos uma caixa de 1000L = 1m3 de água. Limitamos o novo nível de modo a ter aproximadamente 250L para a água da rede restando uns 750L para a coleta da água da chuva.
Esta proporção de 1/3 foi meu primeiro teste, mas logo vi que podia chover muito e nosso telhadinho de 6m2 não era suficiente para encher os 750L restantes de modo que para esse telhadinho uns 250L para a chuva e 750 para a rede bastariam com sobra.
Imagino que o recomendado é deixar a quantidade necessária de uns 250L por pessoa na casa para a água da rede e o que tiver sobrando de caixa deixar para a coleta da água da chuva.
Em nosso caso sou eu e minha esposa, então teríamos 500L para a água da rede e o restante para a coleta da água da chuva.

O filtro:

Colocamos uma tela fina que funciona como filtro logo na ligação do 1o T, o T mais abaixo na entrada da coleta para a caixa. Essa tela serve para evitar que folhas que flutuam no acumulador possam entrar na caixa d'água e tenho notado que este pequeno filtro de uma tela é muito importante. Em nosso caso temos uma árvore que cobre parte do telhado e derruba folhas. Essas folhas atrapalham muito a coleta de água, mas com esse acumulador e o filtro conseguimos uma água bastante razoável que misturada com a da rede pode ser de uso geral.

Dimencionando o acumulador.

Qual volume de água devo descartar no acumulador para coletar água limpa?
Essa pergunta nos fez construir inicialmente um acumulador gigante que acumulava uns 120L de água para então começar a coletar, mas em nosso telhadinho a chuva passava e tudo ficava inicialmente no acumulador. Modificamos então para acumular uns 50L e passamos a ter coleta de água limpa.
Acredito pelas observações da dinâmica desse nosso experimento que um acumulador de uns 30L seria suficiente para nosso telhado sujo com folhas dessa árvore que tem sobre ele.
Num telhado limpo, sem árvores acima, o acumulador pode ser pequeno, mas deve sempre existir. Talvez uns 12L para cada 6m2.

Telhado com árvores:  5L de acumulador por m2 de telhado.
Telhado limpo:            2L de acumulador por m2 de telhado.

Lembre de montar o cano como se fosse uma calha mesmo, descendo preferencialmente para o acumulador para que a água inicial acumule nele e somente após atingir o nível do cano de coleta é que a água deve começar a entrar na caixa. Isso é necessário para que o acumulador funcione e a sujeira pesada não entre em sua caixa d'água. Para a sujeira leve, que flutua, como folhas, coloque o filtro de tela antes da entrada da caixa, de modo a manter as folhas no cano do acumulador para que com a descarga do sistema pelo registro de baixo as folhas possam descer e não fiquem presas no cano.

Posso beber da água da chuva?

A água da chuva é bastante limpa, mas se contamina no contato com a sujeira de seu telhado.
Se seu telhado tiver árvore com folhas ou contaminantes de outro tipo fica óbvio que esses contaminantes, embora reduzidos pelo acumulador e pelo filtro de tela podem fazer que sua água deixe de ser boa para beber diretamente. Para beber sua água da chuva é recomendável que use filtros na casa somente para a pequena quantidade de água a ser bebida e na medida do possível mantenha o telhado limpo.
Não tentamos filtrar muito a água de entrada porque não podemos esquecer da grande vazão necessária para uma chuva e que normalmente não é possível em um filtro, ao menos que consigamos um filtro de alta vazão.

Finalmente

Esse é um resumo de nossa experiência com a coleta de água da chuva no sistema sem bombeamento, com acumulador e filtro simples.
Se você conseguiu um sistema melhor, uma válvula melhor ou qualquer melhoria e quiser compartilhar conosco deixe seu recado nesse blog. Espero que essas dicas lhe sejam úteis e que em breve nós possamos montar um sistema melhor de coleta.

Até. Luiz.




quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Composteira doméstica - Como fazer uma composteira bem simples

Composteira doméstica.

Como fazer uma composteira bem simples.

O lixo orgânico doméstico pode em geral ser aproveitado para melhorar o solo de sua horta ou jardim.
Atualmente muito se fala em sistemas de compostagem com vasilhas em níveis diferentes, minhocas importadas, serragem etc, mas embora eu seja a favor de uma variedade de técnicas de compostagem gostaria de mostrar, nesta postagem em particular, como é possível um aproveitamento do lixo orgânico residencial de um modo muito simples.

Outras técnicas de compostagem são boas, mas requerem manutenção.

Enquanto outras técnicas superiores de compostagem requerem manutenção e cuidado das minhocas essa técnica simples permite que o problema do lixo orgânico seja transformado em adubo de um modo prático utilizando-se das minhocas nativas da terra de sua horta e dispensando manutenção.

Como fazer uma composteira bem simples.

Acumule o lixo orgânico num baldão com tampa por tempo suficiente para esse lixo acumular a um volume razoável para ocupar o tamanho do buraco a ser cavado. É importante manter o balde tampado e esse balde não deve vazar. Com o passar dos dias forma-se no balde mesmo o chorume, parte líquida, do lixo.

Cave um buraco na terra proporcional ao volume de lixo. A profundidade que usamos foi de uns 2 palmos.


Derrame o lixo do balde no buraco.


Cubra com terra para evitar moscas ratos e outros insetos de acumularem no lixo.


Agora as minhocas e animais decompositores farão seu trabalho em em uns 60 dias se poderá notar uma melhora na qualidade do solo.

Então é acumular um novo balde e no próximo período cavar um novo buraco na terra em um local próximo, mas não coincidente ao anterior.

Assim o solo melhora com o trabalho de se cavar um buraco por mês por exemplo.

Existem outras técnicas de compostagem que valem a pena ser testadas. Esta é apenas uma maneira bem simples para quem não quer gastar nada nem tem tempo para manutenção da composteira.

Abraço.

Autor: Luiz
eqfeuquefiz.blogspot.com

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Como montar um ar condicionado com 300 reais.

Como montar um ar condicionado com 300 reais.

Montei em 2006 um pequeno sistema de ar condicionado utilizando-me de um freezer velho e algumas peças simples. Era uma curiosidade que eu tinha de se um freezer teria potência e desempenho para refrigerar ar como um ar condicionado de baixa potência.


Qual a potência desse sistema de ar refrigerado?

Para estimar a potência desse sistema de ar refrigerado e poder comparar com um sistema padrão vamos a alguns cálculos. Os motores de geladeiras e freezers normalmente tem dados de potência em frações de HP. O Freezer velho que consegui por R$ 200,00 tinha um compressor de 1/5 HP.
Como 1 HP = 745.699872 W
significa que o freezer tinha aproximadamente 149,1 W.
Como 1 BTU/h = 0.29307107 W
temos que o freezer tinha a potência de aproximadamente 508,8 BTU/h.

Ou mais diretamente temos:
1 Btu/h = 0.000393 hp; 1 hp = 2544.433748 Btu/h

Meu freezer de 1/5 de HP resultava num sistema de ar condicionado de 508,8 BTU/h.
Se eu conseguisse um freezer de 1/3 HP teria um sistema de ar condicionado de 848,1 BTU/h.

Comparando com um ar condicionado comercial razoável que teria uns 10.000 BTU/h notamos que nosso sistema com freezer velho é fraco e serve mais para ajudar num ambiente bem pequeno.

Para conseguir um sistema de 10.000 BTU/h eu precisaria de 12 freezers em série!

A montagem do sistema de ar:

Para montar o sistema experimental fiz um buraco na parede e chumbei com cimento um vaso de plantas de plastico. A intenção era montar uma entrada para o ar frio. O duto de ar frio do sistema de ar condicionado desembocaria nesta saída que dava para o computador onde eu trabalhava e passava muito calor.


Isolar as paredes com isopor ajuda para não perder o frio do ar, o que equivale a não deixar o calor de fora entrar. Do lado de fora da parede via-se o fundo do vaso de plantas. Nele eu faria um furo do tamanho do tubo do ar.



Comprei um freezer velho por 200,00 na época, mas esses preços variam muito e é possível comprar por menos.


Marquei a lateral do freezer para fazer furos para o ar sair e entrar no sistema.


Em cima seria a saída do ar frio e em baixo a entrada do ar quente.


Com a furadeira fiz vários furos seguindo a marcação para abrir um buraco para os dutos de ar.


Depois concluí o buraco com a ajuda de talhadeira e martelo.


Cortei também o isolamento de isopor que tem nas paredes de um freezer e desviei de alguns fios elétricos.


Na parte inferior coloquei um plastico de cooler de computador para ficar mais bem revestido e encaixar a turbina de ar ou no caso o que consegui que foi um ventilador muito velho.


Com um tubo de alumínio flexível para chaminés e pedaços de isopor, isolamento de cano de água quente e fita adesiva eu revesti o tubo flexível que foi conectado ao buraco superior. Por este buraco sairia o ar frio que entraria no cômodo pelo buraco da parede com o vaso de planta. Tudo bem isolado com fita e isopor.


Na parte inferior fiz um cone de papelão e coloquei um ventilador velho apontado para o duto de entrada do ar. Melhor seria conseguir um cooler grande ou um ventilador do tipo exaustor de parede, mas na época o que consegui foi esse ventilador e o cone de papelão.


Então o ventilador empurrava ar pelo cone e duto inferior para dentro do freezer que gelava o ar que saia pelo duto superior passando pelo cano flexível isolado e chegando até o pequeno cômodo a ser refrigerado.


Não recomendo que tente fazer esse sistema

Funcionava e ajudava no calor, mas é claro que o gasto de energia elétrica de um sistema desse acaba não compensando. Fica aqui mais como curiosidade e incentivo de fazer alguns testes estranhos. Coisas que gosto e espero poder em breve voltar a fazer.
Estimei que o gasto total do sistema em material foi algo em torno de R$ 300,00.


Pra quem quer aprender mais sobre Ar Condicionado e sistemas de refrigeração.

Quem quer aprender mais sobre sistemas de refrigeração desde a parte técnica e prática até nível universitário recomendo o curso de refrigeração da alienstore que reúne materiais de cursos técnicos e universitários em um único curso por um preço bastante acessível.



Este fui eu que fiz.
Abraço.
Autor: Luiz


Como fazer um muro. Um pequeno muro de arrimo.

Como fazer um muro. Um pequeno muro de arrimo.

Muros de arrimo normalmente necessitam de colunas de concreto armado para suportarem a pressão da terra que devem conter e por vezes necessitam de vigas em forma de braço de reforço, mas no caso de um pequeno muro de arrimo para uma horta ou para um pequeno desnível no terreno é possível a construção mais simples em ângulo ou reta sem colunas.

Tenho no quintal dos fundos de onde moro um espaço para horta com um muro de arrimo em ângulo sem coluna, mas o muro não era suficiente para conter o escoamento da água e terra o que tornava a plantação em barranco pouco produtiva.

Resolvi fazer um pequeno aumento desse muro eu mesmo para conter a terra.
Para isso utilizei algumas ripas de madeira e pequenos tocos de madeira para marcar a posição do novo muro. Se não me engano, com um prumo marquei e posicionei madeiras que serviram de referência para a construção do muro.

Alinhamento para levantar o muro

Utilizei também linhas de nylon para a referência do alinhamento do muro. Quanto maior o muro mais precisamente deve ser feito o alinhamento porque sem a referência o muro pode sair torto.



Nivelei a parte onde o muro reto iniciaria porque o muro abaixo era em ângulo e precisava de uma base nivelada para iniciar o muro reto.


Passei a linha de nylon fixando-a nos tocos de madeira. Essas linas horizontais e também verticais são as referências do alinhamento do muro.


Utilizei as ripas para conter a parte do cimento usada na base nivelada do novo muro.

Massa de cimento para levantar parede

Para a massa de levantar a parede o padrão é usar uma mistura na seguinte proporção:

6 Medidas de Areia;
1 Medida de Cal;
1 Medida de Cimento;

É possível comprar a chamada Massa Pronta, que vem em sacos de 20 kg, mas sai mais caro e acaba precisando de muitos sacos mesmo para um pequeno muro como esse. Melhor é encarar fazer a mistura. Eu utilizei um carrinho de mão como caixa de cimento e tive que fazer vários carrinhos de mão de massa misturada. Para mexer utilizei uma enxada comum.


Depois é colocar tijolo e um pouco de massa e ir assentando tijola a tijolo mantendo o alinhamento.


Massa de cimento para rebocar parede

Para a massa do reboco o padrão é usar uma mistura na seguinte proporção:

5 Medidas de Areia;
1 Medida de Cal;
1 Medida de Cimento;

É uma massa um pouco mais forte, ou seja, mais cimento na mistura que a massa para levantar a parede.


Depois o pequeno muro pronto.



Fiz esse pequeno muro em 2012.
Abraço.
Autor: Luiz



segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Reciclagem de lampadas. Como reciclar uma lâmpada fluorescente a partir de lâmpadas queimadas?

Reciclagem de lampadas. 

Como reciclar uma lâmpada fluorescente a partir de lâmpadas queimadas?


Em minha experiência pessoal tive muitos problemas com lâmpadas fluorescentes que duram as vezes poucas semanas ao contrário das prometidas milhares de horas nas tabelas dos fabricantes.
Frustrado com a pouca vida útil das novas lâmpadas resolvi desmontar e avaliar o que estava queimando nas lâmpadas que duravam pouco e verifiquei que na maioria dos casos um componente eletrônico do circuito de start da lâmpada queimava. Ou seja o tubo da lâmpada estava bom, mas o reator queimava.

Uma lâmpada fluorescente só deveria queimar quando o tubo escurece em uma das bordas de tal modo que finalmente ela para de ascender porque o óxido formado em suas bordas com o tempo é um óxido não condutor.

Então troquei os reatores das lâmpadas que queimavam no tempo certo, pelo tempo de uso, pelos das lâmpadas que queimavam por problemas nos reatores e o resultado foram lâmpadas que acendiam e em alguns casos, não só acendiam como duravam bastante.

Ou seja juntando um reator bom com um tubo bom monta-se uma boa lâmpada fluorescente!

Como reciclar uma lâmpada fluorescente a partir de lâmpadas queimadas?

Primeiro colecione lâmpadas queimadas em um local seguro.
Se você tem familiaridade com eletrônica e com reparos siga em nossa experiência, caso não tenha não recomendo que tente isso por ser relativamente perigoso.


Use um ferro de solda comum somente para derreter os plásticos, e outro para as soldas.
Com uma serra ou ferro de solda de uso exclusivo em plásticos corte a base das lâmpadas fluorescentes e separe o reator, circuito eletrônico e bocal, do tubo da lâmpada. Use um ferro de solda para desfazer as soldas dos fios dos tubos.


Cada marca tem suas variações nas placas, mas elas são basicamente a mesma coisa. Com o passar dos desmontes você observará essas diferenças.
Muito cuidado para não levar choque com os capacitores do circuito!

Um ponto importante é separar as lâmpadas por potência porque é melhor, embora não obrigatório, combinar um reator de uma lâmpada com um tubo de lâmpada de mesma potência. Em meus testes percebi que diferentes potências entre lâmpadas e reatores normalmente funcionam, mas reatores de lâmpadas menores tendem a não suportar as lâmpadas maiores por muito tempo.


Reator de teste e tubo de teste.

Combinando tubos e reatores encontre um tubo e um reator que combinados funcionem.

Em uma placa de circuito de teste, protoboard, monte um reator que estiver funcionando a fios e separadamente monte um tubo que estiver funcionando a fios. Estes serão seu reator e tubo de teste para testar os demais tubos e reatores.


Teste com o reator de teste vários tubos de modo a colecionar tubos que funcionem e separar para descarte em coleta especial os tubos queimados.
Teste com o tubo de teste vários reatores de modo a colecionar reatores que funcionem e separar para descarte em coleta especial os reatores queimados. Os reatores queimados poderão ser descartados juntamente com outra coleta de eletrônicos.


Solde os fios nos pinos correspondentes dos tubos com os reatores que funcionam. Observe numa lâmpada aberta a pinagem correta e dê preferência a lâmpadas e reatores de mesma potência.
Após soldados fixe os lados das lâmpadas com fita adesiva. 
Muito cuidado para evitar incêndios porque os tubos aquecem com a lâmpada acesa!
Alguns furinhos de ventilação no plástico da lâmpada podem ser necessários.



Não recomendo que faça esse reaproveitamento de lâmpadas porque existe o risco de choque elétrico nos capacitores das lâmpadas desligadas, risco de corte no vidro dos tubos que podem se quebrar, risco de incêndio nas lâmpadas montadas, risco de queimaduras no mal manuseio do ferro de solda.
Então é mais para curiosidade, mas se tentar é por sua conta e risco. 
Eu fiz aqui, mas hoje prefiro descartar as lâmpadas queimadas e comprar uma lâmpada nova.


Autor: Luiz
 


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Como fazer telas e redes de proteção para janelas. Tela externa em armação de madeira.

Como fazer telas e redes de proteção para janelas.

Nesta postagem faremos uma tela externa em armação de madeira.

Alguns problemas urbanos atuais são controlados com o uso de uma simples tela.
A tela é um tecido com tramas espaçadas de modo que permite a passagem do ar e a visibilidade, mas não permite a passagem de uma determinada coisa maior que dependendo da tela deseja-se impedir de passar.

Os problemas urbanos cuja solução é uma tela na janela são:

- Mosquitos querem entrar pela janela.
- Bebês querem sair pela janela.
- Animais domésticos (gatos) querem sair pela janela.

Você pode e deve resolver esses três problemas com a mesma tela.
Neste caso vale a tela mais fina necessária para impedir o mosquito de entrar.
Se você construir uma tela para mosquito que seja forte o suficiente para que uma criança
não passe então com uma tela resolve os três problemas.

Primeiro tire as medidas de sua janela e construa uma caixa de madeira simples com a largura necessária para você poder utilizar sua janela. No nosso caso havia uma grade de metal em frente a janela e precisamos dar espaço para essa grade ficar por dentro da tela.


Para a construção da caixa utilizamos:

Madeira em ripa;
Madeira fininha;
Pregos;
Martelo;
Furadeira;
Parafusos para fixar a tela na parede;
Buchas para esses parafusos;
Chave de fenda;
Lixadeira;
Pincel;
Verniz;
Jornais velhos;
Tela fina para mosquito.

A quantidade dependerá do tamanho de sua tela, por isso é importante medir e desenhar a caixa da tela num papel antes de começar a fazer.
Corte as madeiras nos tamanhos previstos no desenho e lixe com a lixadeira ou com lixa e as mãos. Cuidado com as farpas da madeira!


Monte a caixa de madeira que dará suporte a tela passe verniz para proteger essa madeira.
Separe as madeiras finas que serão usadas para fixar a tela na caixa de madeira de ripa.
Envernize elas também.


Uma vez montada a caixa faça os furos na madeira para os parafusos que a fixarão na parede.
Corte e fixe a tela dos lados da caixa. Em nosso exemplo os buracos de fixação da caixa da tela na parede ficam por dentro da tela, mas melhor seria deixar a parte larga da madeira para fora da caixa de tela para que os parafusos de fixação ficassem por fora.


Fure a parede. Fixe a caixa de madeira na parede furando e colocando buchas na parede para cada furo feito na caixa de madeira. Normalmente é necessário posicionar a tela no local e marcar com a caneta os locais dos furos da parede.


Coloque a tela da parte frontal e fixe com as madeirinhas finas e pregos pequenos.


Há muitas maneiras possíveis de se fazer essas caixas para as telas.
Espero que essa que fizemos inspire você a fazer uma também protegendo sua família dos mosquitos, mantendo seus animais de estimação ou bebês dentro de casa.

Esta caixa de tela fui eu que fiz.
Autor: Luiz
http://eqfeuquefiz.blogspot.com.br/